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ECA new strategic directions for the transformative development of Africa – Note by the Executive Secretary – março – 2013, 6p.

Criou-se uma articulação entre três instituições de primeira importância, a Comissão Econômica para a África (UNECA), a União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Junta-se assim a capacidade de informação e análise, a base política e a capacidade financeira. Ou seja, criou-se, incorporando iniciativas anteriores como a NEPAD, um instrumento de orientação pan-africana das iniciativas de cada país. Isto é vital para um continente onde as infraestruturas e circuitos comerciais nasceram fragmentados e centrífugos, cada país dispondo por exemplo de uma ferrovia ligando a região de exploração de recursos com o porto de exportação, mas com quase nenhuma articulação interna. Bons ventos estao soprando, apesar das imensas dificuldades. Veja o documento oficial  (8p, em ingles, marco 2013)  com os nove eixos estratégicos aprovados na reunião de Abidjan. Fiz um comentário de 3 paginas, vejam aqui (L. Dowbor)

16 de abril de 2013 at 13:22 Deixe um comentário

O que as democracias do Ocidente escondem nos paraísos fiscais – Eduardo Febbro – abril – 2013, 3p.

A crise financeira mundial está permitindo que apareçam as dimensões reais do caos financeiro instalado. Desde a liquidação, por Reagan e Thatcher, das leis que regulavam o sistema, gerou-se um sistema desgovernado. A conectividade planetária que as TICs permitem, por outro lado, permitiu a expansão de um espaço planetário de volatilidade do dinheiro, e na ausência de um banco central mundial, os bancos centrais dispersos em 194 países ficam simplesmente impotentes. Não à toa, a publicação Finance&Development do FMI colocou na capa a manchete “Who’s in charge?”. O lado positivo é que se abriu o espaço para revelar o sistema. Há uma convergência rigorosa entre a pesquisa do ETH da Suiça, que mostra que 147 grupos controlam 40% do sistema corporativo mundial, três quartos deles grupos de intermediação financeira. A pesquisa da Tax Justice Network, por outro lado, mostrou que o dinheiro em paraísos fiscais (evasão fiscal, drogas, armas, corrupção) ultrapassa 20 trilhões de dólares (cerca de um terço do PIB mundial, valor assumido pelo Economist de16 feb 2013 como mais provável). Os dados levantados pelo ICIJ (International Consortium of Investigative Journalists), dão pela primeira vez listas de empresas e fortunas familiares em paraísos fiscais, na linha do Offshore Leaks. Já não há mais dúvidas sobre a dimensão da ilegalidade generalizada e planetária que se instalou no sistema financeiro. O artigo abaixo apresenta dados do Offshore Leaks. Para a pesquisa do ETH e da Tax Justice Network veja notas no http://dowbor.org. (L. Dowbor)

» Acesse o artigo na íntegra

16 de abril de 2013 at 13:09 Deixe um comentário

L’Afrique dans le sillage des grands états émergents – Carlos Lopes – março – 2013, 14p.

Carlos Lopes, qui dirige actuellement la Commission Economique pour l’Afrique, nous envoie un excellent article qui propose une révision du concept de la planification, en passant par les expériences de la Chine, du Brésil, de l’Inde et de Singapour. Au delà du “consensus” libéral, et des timides tentatives de régulation par l’Etat, il s’agit de repenser la planification en tant qu’instrument essentiel de l’organisation du développement: “La planification, aujourd’hui, ne doit pas se limiter à la stratégie, elle doit aussi porter sur l’inter-connectivité, la connaissance, les techniques de crowd-sourcing et les autres avancées issues des technologies de l’information qui ont fait émerger des conditions sans précédent de gouvernance participative.” (La version anglaise de ce texte doit paraître prochainement – L. Dowbor)

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18 de março de 2013 at 20:23 Deixe um comentário

Can a collapse of global civilization be avoided? – Paul R. Ehrlich† and Anne H. Ehrlich – janeiro – 2013, 9p.

The ethics of some businesses include knowingly continuing lethal but profitable activities”. Paul and Ann Ehrlich present a short but very neatly built overview of how our main challenges – climate change, inequality, food etc. – converge, and the possible alternatives. (L. Dowbor)

» Available here 

7 de março de 2013 at 15:15 Deixe um comentário

Conferência de 20 minutos (TED) de James Glattfelder (em inglês)

A conferência de 20 minutos (TED) de James Glattfelder (em inglês) é importante. Já divulgamos no ano passado a pesquisa Global Network of Corporate Control, desenvolvida pelo Instituto Federal Suiço de Pesquisa Tecnológica (ETH na sigla alemã), que mostra que 737 grupos controlam 80% do mundo corporativo, e nestes 147 controlam 40%, o que significa uma extrema concentração de poder, jamais vista no planeta, e central na dinâmica da crise mundial que hoje vivemos. Glattfelder conclui que não é conspiração, mas um processo de auto-organização (a self organizing system). O resultado, naturalmente, é um desequilíbrio radical de poder, entre governos, empresas produtivas, e o mundo das corporações financeiras, que representam 75% do núcleo de poder. Vejam também o nosso artigo em português em http://dowbor.org/2012/02/a-rede-do-poder-corporativo-mundial-7.html/

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6 de março de 2013 at 14:46 Deixe um comentário

50 years of Development Planning in Africa: Retrospect and Prospects – Carlos Lopes

Carlos Lopes, sub-secretário geral da ONU e agora na direção da Comissão Econômica para a África, nos manda este excelente texto (inglês, 8p.) sobre o resgate do planejamento econômico na África. São ventos novos que estão soprando na África também, com uma visão integrada e planejada do desenvolvimento, na sua concepção mais ampla, cultural,  social, ambiental e econômica. Relançamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Planejamento (IDEP), fundado há 50 anos por Samir Amin, que esteve presente na o evento. (L. Dowbor)

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8 de fevereiro de 2013 at 12:32 Deixe um comentário

Entrevista: O dia em que o presidente da Islândia zombou de Davos

Vivemos sem dúvida uma convergência de processos críticos: a desigualdade e os dramas políticos e humanitários gerados, a espoliação do planeta com as suas várias dimensões, e crise financeira. Esta última é particularmente interessante, pois o agigantamento dos sistemas especulativos priva justamente as iniciativas ligadas ao progresso econômico, redução da desigualdade e transformações das políticas ambientais dos recursos necessários. Resgatar a utilidade econômica e social dos intermediários financeiros, que se tornaram num dreno dos nossos recursos, ajuda portanto a resolver simultaneamente a questão do fomento, da economia, redução das injustiças sociais, e proteção do planeta. A entrevista de poucos minutos com o presidente da Islândia, país que praticamente quebrou com a crise, e se recuperou de maneira impressionante, é muito rica na sua simplicidade. Está em inglês no vídeo, mas com transcrição em português do principal. (L. Dowbor)

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5 de fevereiro de 2013 at 12:31 Deixe um comentário

Publisher’s Column: Public Banks Can Create 50 Wall Streets

Enquanto os gigantesco casino mundial continua, com cinco anos já de caos financeiro, gera-se uma crescente tendência para se repensar o sistema financeiro de modo geral. Conforme apresentamos no estudo A Crise Financeira sem Mistérios, há propostas para mudanças pontuais, destinadas a corrigir o sistema, como o Dodd-Frank Act do Obama, atualmente em fase de diluição pelos Republicanos, e propostas mais amplas, de mudança do sistema. O presente texto busca as alternativas mais profundas. Vale a pena acompanhar (L. Dowbor)

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21 de novembro de 2012 at 10:18 Deixe um comentário

Eighth African Development Forum (ADF VIII) (Carols Lopes)

Carlos Lopes, além de sub-secretário geral da ONU, assumiu agora a ECA, Comissão Econômica para a África. A ECA é a correspondente africana da nossa CEPAL latino-americana. Imensa tarefa de ajudar a construir uma visão para o desenvolvimento da região. O curto documento abaixo apresenta um dos principais desafios do continente, que é o de transformar a simples extração e exportação de recursos minerais por empresas transnacionais em eixo de transformação econômica real, de modo que a extração de riquezas naturais se torne um instrumento de promoção de capacidades produtivas permanentes. Artigo curto, corajoso e direto sobre este desafio que é muito mais do que africano. (L. Dowbor)

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7 de novembro de 2012 at 10:24 Deixe um comentário

Estimating the Price of Offshore

James S. Henry, ex-consultor da McKinsey, nos brinda com um excelente instrumento de trabalho. Partindo da análise da discrepância de contas de 139 países, com apoio de dados do FMI, BIS, ONU e outras instituições, chega a uma estimativa de 21 trilhões de dólares colocados em paraísos fiscais, portanto ao abrigo de impostos e sobretudo de questionamentos de origem. A meu ver o documento complementa muito o estudo do ETH suíço sobre o a Rede de Controle Corporativo Mundial. Os dados batem. A avaliação é que o Brasil contribui com cerca de 362 bilhões de dólares. No plano mundial, estamos falando de um terço do PIB mundial, estimado em 63 trilhões em 2011. Abaixo uma citação que dá o “tom” do documento, mas vale muitíssimo a pena ler inteiro, raras vezes temos acesso não a “denúncias” e sim a apresentação solidamente documentada de dados. “A significant fraction of global private financial wealth — by our estimates, at least $21 to $32 trillion as of 2010 — has been invested virtually tax-free through the world’s still expanding black hole of more than 80 “offshore” secrecy jurisdictions. We believe this range to be conservative, for reasons discussed below. On this scale, this “offshore economy” is large enough to have a major impact on estimates of inequality of wealth and income; on estimates of national income and debt ratios; and – most importantly – to have very significant negative impacts on the domestic tax bases of key “source” countries (that is, countries that have seen net unrecorded private capital outflows over time)” p. 3 – The Price of off-shore revisited - http://www.taxjustice.net/cms/front_content.php?idcat=148 Os dados sobre o Brasil estão no Appendix III, (1) p. 23

Vejam também no site dowbor.org: A Rede do Poder Corporativo Mundial – 2012, 10p.

 

12 de setembro de 2012 at 16:55 1 comentário

Banking union is the key next step for eurozone integration

José Manuel Barroso pōe o dedo na ferida de como funciona a engrenagem da crise e aponta rumos na União Europeia: ”The crisis has starkly revealed the insufficiencies of existing banking supervision. We must go beyond co-operation and establish an EU-wide supervisory authority, particularly in the eurozone. The link between sovereign debt and bank debt has to be broken once and for all. We must end the vicious circle whereby the use of taxpayers’ funds – more than €4.5tn (£3.5bn) so far – to rescue banks weakens governments’ budgets, while increasingly risk-averse banks stop lending to businesses that need funds, undermining the economy further.” O volume de recursos de impostos transferidos para bancos privados é espantoso, 5,5 trilhoes de dólares. A quebra dos orcamentos públicos é com isto inevitável, o que por sua vez rompe o pacto social do Estado de bemestar. Por sua vez os bancos utilizam estes fundos para especular sobre os juros da divida dos paises mais afetados, em vez de reinvestir nas atividades produtivas, “afundando a economia mais ainda”. Veja o pronunciamento de Barroso (e as propostas) no link abaixo. Note-se (outro artigo do Guardian) que o vice-primeiro Ministro da Inglaterra propós um imposto especial sobre as grandes fortunas no país, com o argumento que é justiça os mais ricos participarem do esforco de reconstruir equilibrios. As reacōes dos conservadores são histéricas. (L. Dowbor)

http://www.guardian.co.uk/business/economics-blog/2012/aug/30/eurozone-integration-banking-union

 

31 de agosto de 2012 at 10:32 Deixe um comentário

Fraude da Libor: “É o sistema, estúpido!”

Carta Maior organizou um dossiê muito bem documentado sobre um dos principais abalos que sofre o sistema financeiro comercial. Para quem não acompanhou, o Barclays já está pagando multa de 520 milhões de dólares, o seu presidente Bob Diamond caiu, e estão sendo abertos processos contra uma série dos maiores bancos mundiais. Trata-se de manipulação fraudulenta de dados para alterar as taxas Libor e Euribor, com perdas para milhões de pessoas. Acho que este dossiê nos ajuda a generalizar a compreensão deste escândalo. Não se pode prever se mais esta ilegalidade será abafada ou não (Barclays já lamenta o comportamento de “alguns funcionários”) mas o grau de bandidagem está gerando reações muito amplas. (L.Dowbor)

http://cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=139&alterarHomeAtual=1

13 de agosto de 2012 at 17:46 Deixe um comentário

How Wall Street Killed Financial Reform

Matt Taibbi descreve em 5 páginas (em inglês) em que pé está o assunto essencial da regulação financeira nos Estados Unidos, e parcialmente na Europa. Partindo do Securities Act de 1933 (Roosevelt) em situação bastante semelhante de especulação e crise, da lei Glass-Steagall que separou as empresas de seguro, bancos de investimentos e bancos comerciais, Taibbi mostra em seguida como a regulação foi desmontada nas últimas décadas, e sobretudo mostra como está se dando o progressivo desmonte da lei Dodd-Frank e o Consumer Protection Act que Obama assinou em 2010, afirmando que “estas reformas representam as mais fortes proteções financeiras do consumidor na história” (These reforms represent the strongest consumer financial protections in history). O texto permite uma visão impressionante da forma como se dá a luta pelo espaço político entre Wall Street, os dois grandes partidos, a presidência, envolvendo evidentemente o contexto internacional. Um artigo de valor informativo excepcional, casa fortemente com o filme Inside Job (Trabalho Interno). (L Dowbor)

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How Wall Street Killed Financial Reform

It’s bad enough that the banks strangled the Dodd-Frank law. Even worse is the way they did it – with a big assist from Congress and the White House.

By Matt Taibbi

May 10, 2012 8:00 AM ET

Two years ago, when he signed the Dodd-Frank Wall Street Reform and Consumer Protection Act, President Barack Obama bragged that he’d dealt a crushing blow to the extravagant financial corruption that had caused the global economic crash in 2008. “These reforms represent the strongest consumer financial protections in history,” the president told an adoring crowd in downtown D.C. on July 21st, 2010. “In history.”

This was supposed to be the big one. At 2,300 pages, the new law ostensibly rewrote the rules for Wall Street. It was going to put an end to predatory lending in the mortgage markets, crack down on hidden fees and penalties in credit contracts, and create a powerful new Consumer Financial Protection Bureau to safeguard ordinary consumers. Big banks would be banned from gambling with taxpayer money, and a new set of rules would limit speculators from making the kind of crazy-ass bets that cause wild spikes in the price of food and energy. There would be no more AIGs, and the world would never again face a financial apocalypse when a bank like Lehman Brothers went bankrupt.

Most importantly, even if any of that fiendish crap ever did happen again, Dodd-Frank guaranteed we wouldn’t be expected to pay for it. “The American people will never again be asked to foot the bill for Wall Street’s mistakes,” Obama promised. “There will be no more taxpayer-funded bailouts. Period.”

Two years later, Dodd-Frank is groaning on its deathbed. The giant reform bill turned out to be like the fish reeled in by Hemingway’s Old Man – no sooner caught than set upon by sharks that strip it to nothing long before it ever reaches the shore. In a furious below-the-radar effort at gutting the law – roundly despised by Washington’s Wall Street paymasters – a troop of water-carrying Eric Cantor Republicans are speeding nine separate bills through the House, all designed to roll back the few genuinely toothy portions left in Dodd-Frank. With the Quislingian covert assistance of Democrats, both in Congress and in the White House, those bills could pass through the House and the Senate with little or no debate, with simple floor votes – by a process usually reserved for things like the renaming of post offices or a nonbinding resolution celebrating Amelia Earhart’s birthday.

The fate of Dodd-Frank over the past two years is an object lesson in the government’s inability to institute even the simplest and most obvious reforms, especially if those reforms happen to clash with powerful financial interests. From the moment it was signed into law, lobbyists and lawyers have fought regulators over every line in the rulemaking process. Congressmen and presidents may be able to get a law passed once in a while – but they can no longer make sure it stays passed. You win the modern financial-regulation game by filing the most motions, attending the most hearings, giving the most money to the most politicians and, above all, by keeping at it, day after day, year after fiscal year, until stealing is legal again. “It’s like a scorched-earth policy,” says Michael Greenberger, a former regulator who was heavily involved with the drafting of Dodd-Frank. “It requires constant combat. And it never, ever ends.”

That the banks have just about succeeded in strangling Dodd-Frank is probably not news to most Americans – it’s how they succeeded that’s the scary part. The banks followed a five-point strategy that offers a dependable blueprint for defeating any regulation – and for guaranteeing that when it comes to the economy, might will always equal right.

STEP 1: STRANGLE IT IN THE WOMB

The first advantage the banks had lay in the fact that for all Obama’s bluster, Dodd-Frank was never such a badass law to begin with. In fact, Obama’s initial response to the devastating financial events of 2008 represented a major departure from the historical precedent his own party had set during the 1930s, when President Franklin D. Roosevelt launched an audacious rewrite of the rules governing the American economy following the Great Crash of 1929.

Upon entering office, FDR was in exactly the same position Obama found himself in after his inauguration in 2009. Then, as now, the American economy was in tatters after the bursting of a massive financial bubble, brought on when speculators borrowed huge sums and gambled on unregistered securities in largely unregulated exchanges. This mania for instant riches led to an explosion of Wall Street fraud and manipulation, creating a mountain of illusory growth divorced from the real-world economy: Of the $50 billion in securities sold in America in the 1920s, half turned out to be worthless.

Roosevelt’s response to all of this was to pass a number of sweeping new laws that focused on a single theme: protecting consumers by forcing the business of Wall Street into the light. The Securities Act of 1933 required all publicly traded companies to register themselves and offer prospectuses to investors; the Securities Exchange Act of 1934 forced publicly traded companies to make regular financial disclosures; and the Commodity Exchange Act of 1936 required all commodities and futures to be traded on organized exchanges. FDR also created the FDIC to protect bank depositors (through an insurance fund paid for by the banks themselves) and passed the Glass-Steagall Act to separate insurance companies, investment banks and commercial banks. Post-New Deal, if you put money in a bank, you knew it was safe, and if you bought stock, you knew what you were buying.

This reform strategy worked for more than half a century – and it offered Obama a clear outline of how to respond to the crash he faced. What made 2008 possible was that Wall Street had moved its speculative frenzy away from the regulated exchange system created by FDR, and into darker, less-regulated markets that had coalesced around brand-new financial innovations like credit default swaps and collateralized-debt obligations. It wasn’t that the old system had broken down; Wall Street had just moved the playground.

All Obama needed to do to rescue the economy and protect consumers was to make sure that the new playground had some rules. That meant moving swaps and other derivatives onto open exchanges, making sure that federally insured banks that dabbled in those dangerous markets retained more capital, and coming up with some kind of plan to prevent the next AIG or Lehman Brothers disaster – i.e., a plan for unwinding failing companies that wouldn’t require federal bailouts.

Fonte:  http://www.rollingstone.com/politics/news/how-wall-street-killed-financial-reform-20120510?print=true.

23 de julho de 2012 at 19:01 Deixe um comentário

A saída é o investimento?

Autor: Amir Khair
O Estado de S. Paulo – 15/06/2012
Após a divulgação do fraco crescimento no primeiro trimestre, várias análises apontaram para a insuficiência do investimento, especialmente do governo federal, como causa desse resultado.Será que a saída para a recuperação econômica está no investimento? Vejamos.

1. Investimento – Cerca de 90% dele é feito pelas empresas e 10% pelo setor público (3% governo federal e 7% Estados e municípios), destinado principalmente para creches, escolas, postos de saúde, hospitais e vias públicas. Assim, pensar que o deslanche econômico seja feito só pelo investimento do governo federal é olhar a formiga de 3% e não ver o elefante de 90% das empresas.

Além disso, o setor público não tem primado pela pontualidade e pela eficácia na alocação de recursos para obras, dado o cipoal burocrático que é obrigado a cumprir para atender às exigências legais de uso do recurso público, nem sempre corretamente usado. Quando faz concessão, falha no controle e na fiscalização da operação.

Resta o investimento das empresas (estatais e privadas). Nas estatais o destaque é a Petrobrás, que vem cumprindo com atraso seu programa de investimento para abrigar o crescimento na produção, transporte e refinação do petróleo do pré-sal. Exigências de conteúdo nacional podem estar dificultando o cumprimento do cronograma das obras. Além disso, o congelamento dos preços dos combustíveis enfraquece o caixa da empresa, atrasando mais ainda o seu cronograma.

O investimento das empresas privadas só irá deslanchar após a redução dos estoques e a absorção da capacidade ociosa delas. E isso poderá demorar, ainda mais com o espectro do fantasma da recidiva da crise internacional, que está paralisando o investimento em todo o mundo.

De qualquer forma, o empresário cuidadoso só toma a decisão de investir quando prevê a elevação do consumo do seu bem ou serviço. Há, no entanto, um fator favorável com a queda prevista para a Selic, que pode encostar em 5%, como nos países emergentes. A perda do ganho em títulos do governo pode empurrar as empresas para a retomada dos investimentos. Isso fica mais fácil caso o consumo dê mostra de evolução crescente.

2. Demanda – Para crescer é necessário a expansão da demanda, composta 60% pelo consumo das famílias, 20% pela despesa do governo (federal, estadual e municipal) e 20% pelo investimento. A demanda é atendida pela venda interna (88%) e pela importação (12%). A despesa do governo depende do nível do superávit primário (receita menos despesa exclusive financeira) e da arrecadação, e esta depende do crescimento econômico. Assim, parece mais eficaz expandir o consumo das famílias, que responde por 60% da demanda, e reduzir o superávit primário do que optar pelo investimento com os problemas citados.

3. Estímulo ao consumo – Feito nos últimos anos pelo salário mínimo acompanhando o crescimento, por programas sociais (educação, saúde, habitação, assistência e previdência social) e de renda e pela expansão do crédito a taxas de juros elevadas.

Essa expansão pode levar ao endividamento crescente das famílias, o que amplia a inadimplência e esgota o orçamento doméstico. Ocorre que parte importante desse endividamento é com juros dos financiamentos. Assim, a política recente de estímulo ao consumo visa à redução do comprometimento doméstico com os juros pela redução das suas taxas. É a forma mais eficaz para ampliar o potencial de consumo sem aumentar a massa salarial, possibilitando reduzir o nível de endividamento das famílias, bem como a inadimplência causada pela agiotagem bancária.

O governo pode, no entanto, contribuir um pouco mais para ampliar a demanda caso decida reduzir o superávit primário, uma vez que poderá economizar com juros pela queda da Selic, o que não afetaria a sua meta de déficit público decrescente.

Em síntese, a saída para o crescimento pode estar na ampliação do estímulo ao consumo e na redução do superávit primário. O investimento, com ou sem regulação e/ou concessão, é consequência natural da expansão do consumo. Vale acompanhar.

18 de junho de 2012 at 10:56 Deixe um comentário

Green Transition Scoreboard 2012 – Expansão dos setores de economia limpa (Hazel Henderson ) 

Hazel Henderson organizou o seguimento do deslocamento de investimentos para tecnologias mais sustentáveis. No conjunto, apesar da crise financeira global, e em boa parte até por causa dela, investir em políticas de longo prazo aparece como uma opção interessante inclusive do ponto de vista estritamente econômico. Gerar energias sustentáveis, por exemplo, é em todo caso mais confiável em termos de retorno. O Green Transition Scoreboard, GTS, que acompanha esta “transição” para a sustentabilidade,nos dá uma dimensão deste processo. De 2007 a 2011 orientaram-se para iniciativas sustentáveis 3,3 trilhões de dólares, dos quais 1,8 trilhões em energia. São recursos elevados e que crescem regularmente nos últimos anos. É uma guinada muito significativa, ainda que não altere o sistema no seu conjunto. (L. Dowbor)

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Por Ladislau Dowbor, maio de 2012
» Acesse o artigo na íntegra
Artigo também disponível no site do prof. Ladislau Dowbor em Artigos Recebidos

22 de maio de 2012 at 10:07 2 comentários


Comissão convocadora

Amir Khair, Antonio Martins, Caio Magri, Caio Silveira, Carlos Lopes, Carlos Tibúrcio, Darlene Testa, Eduardo Suplicy, Ignacy Sachs, Juarez de Paula, Ladislau Dowbor, Luiz Gonzaga Beluzzo, Moacir Gadotti, Márcio Pochmann, Paul Singer, Roberto Smith.

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