Posts filed under ‘Carlos Lopes’

Carlos Lopes – «A Addis Abeba, nous avons gagné un nouveau débat» – julho – 2015, 3p.

“La question de la fiscalité est à l’ordre du jour. Chacun a sa propre démarche en la matière. Il y a l’initiative du G7, du G8, des Etats-Unis au niveau de leur sénat etc. Il y a un intérêt nouveau pour cette question transversale. L’Afrique n’a pas été prise au dépourvue grâce en partie au rapport Tabo Mbeki. Ce document a pesé énormément dans les débats et les langages. L’Afrique a fait un travail unique sur cette question des flux financiers illicites désormais prise en compte. Au final, ce qu’il faut retenir c’est une nouvelle conception du financement du développement.” (Carlos Lopes, Subsecretário Geral da ONU, diretor da Comissão Econômica para a África). (L. Dowbor)

 

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30 de julho de 2015 at 14:11 Deixe um comentário

L’Afrique dans le sillage des grands états émergents – Carlos Lopes – março – 2013, 14p.

Carlos Lopes, qui dirige actuellement la Commission Economique pour l’Afrique, nous envoie un excellent article qui propose une révision du concept de la planification, en passant par les expériences de la Chine, du Brésil, de l’Inde et de Singapour. Au delà du “consensus” libéral, et des timides tentatives de régulation par l’Etat, il s’agit de repenser la planification en tant qu’instrument essentiel de l’organisation du développement: “La planification, aujourd’hui, ne doit pas se limiter à la stratégie, elle doit aussi porter sur l’inter-connectivité, la connaissance, les techniques de crowd-sourcing et les autres avancées issues des technologies de l’information qui ont fait émerger des conditions sans précédent de gouvernance participative.” (La version anglaise de ce texte doit paraître prochainement – L. Dowbor)

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18 de março de 2013 at 20:23 Deixe um comentário

50 years of Development Planning in Africa: Retrospect and Prospects – Carlos Lopes

Carlos Lopes, sub-secretário geral da ONU e agora na direção da Comissão Econômica para a África, nos manda este excelente texto (inglês, 8p.) sobre o resgate do planejamento econômico na África. São ventos novos que estão soprando na África também, com uma visão integrada e planejada do desenvolvimento, na sua concepção mais ampla, cultural,  social, ambiental e econômica. Relançamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Planejamento (IDEP), fundado há 50 anos por Samir Amin, que esteve presente na o evento. (L. Dowbor)

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8 de fevereiro de 2013 at 12:32 Deixe um comentário

Eighth African Development Forum (ADF VIII) (Carols Lopes)

Carlos Lopes, além de sub-secretário geral da ONU, assumiu agora a ECA, Comissão Econômica para a África. A ECA é a correspondente africana da nossa CEPAL latino-americana. Imensa tarefa de ajudar a construir uma visão para o desenvolvimento da região. O curto documento abaixo apresenta um dos principais desafios do continente, que é o de transformar a simples extração e exportação de recursos minerais por empresas transnacionais em eixo de transformação econômica real, de modo que a extração de riquezas naturais se torne um instrumento de promoção de capacidades produtivas permanentes. Artigo curto, corajoso e direto sobre este desafio que é muito mais do que africano. (L. Dowbor)

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7 de novembro de 2012 at 10:24 Deixe um comentário

A redistribuição do poder no mundo (Carlos Lopes) 

Carlos Lopes, como subsecretário geral da ONU, e a sua sua ampla vivência de organismos internacionais, tem uma visão privilegiada das tendências da governança global, de como evolui a rearticulação dos atores nas últimas décadas, e sobretudo a partir da crise financeira mundial. Fragilidade do sistema multilateral, emergência de novos poderes, presença das organizações da sociedade civil, é uma nova arquitetura em formação.
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Por Glauco Faria, outubro de 2011

Natural de Guiné-Bissau, Carlos Lopes ocupou um dos cargos mais importantes da Organização das Nações Unidas (ONU), na mesma época do secretário-geral Kofi Annan, quando foi diretor da entidade. Hoje é subsecretário da organização, mas, mesmo assim, isso não o impede de refletir de forma crítica a respeito da função exercida pelos organismos multilaterais no mundo, em um contexto no qual todos estão em crise e discutindo reformas. Leia abaixo trechos da entrevista concedida por Lopes.

Fórum – Dentro desse contexto de crise, o papel dos organismos multilaterais está sendo repensado. Como podemos ver a função deles hoje?
Carlos Lopes –
 Do ponto de vista formal, todos os organismos multilaterais estão em crise. E todos estão falando em reforma: As Nações Unidas, o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio, as agências especializadas. Todas admitem que há de fato um novo paradigma e que é preciso se adaptar a ele. Mas acontece que essas reformas são muito lentas porque são protagonizadas por consensos de países, muitas vezes com interesses divergentes, e cada passo é conquistado com bastante dificuldade.

Há reformas que já foram feitas, por exemplo, hoje em dia é inconcebível que se faça uma grande conferência global, sobre qualquer tema, sem haver conferências à volta de organismos não governamentais, envolvendo a sociedade civil. Isso não era assim no passado. Mas ainda não é suficiente, porque se nós formos ver como é que as pessoas trabalham em rede hoje em dia, com acesso direto à informação, os organismos ainda têm alguma dificuldade em conseguir responder a essa pressão por participação. E outro problema muito grande também é decidir tudo por consenso. Parece uma coisa democrática, mas na realidade provoca uma série de dificuldades como se pode ver quando se discutem questões problemáticas.

Fórum – Em uma de suas falas, o senhor mencionou o papel da OMC, dizendo que ela seria, no papel, uma instituição mais democrática. Por que essa democracia não se efetiva de fato dentro da OMC?
Lopes – 
Há várias experiências de democratização do poder de decisão dos organismos multilaterais. A experiência talvez mais interessante é a da OIT, que tem uma participação tripartite, em que estão representados governos, sindicatos e organizações empresariais. E agora, mais recentemente, houve essa proposta de recriação da OMC, de tentar fazer com que houvesse um mecanismo de decisão em que o consenso é regra absoluta com a possibilidade de ser exercido o poder de retaliação, quando um determinado membro não cumpre as regras. Só que a forma de realizar a contestação e a forma de construir o consenso são completamente burocratizadas e levadas a um extremo em que só os mais poderosos é que decidem, talvez até mais do que numa situação que parece menos democrática, como por exemplo a forma de governar do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, mas que na prática acaba sendo pelo menos mais transparente, você sabe quem está votando o quê. Na OMC, passa-se mais ou menos igual, embora a composição daqueles que têm a influência seja diferente, mas os pequenos acabam por manter voz nas matérias apreciadas. (mais…)

5 de dezembro de 2011 at 10:52 Deixe um comentário

Crescimento econômico e desigualdade – as novidades pós Consenso de Washington (Carlos Lopes) 

O estudo de Carlos Lopes apresenta uma rápida visão de conjunto das mudanças em curso, e dos desafios, com particular ênfase na realidade africana, mas também nas mudanças nos conceitos econômicos que o aprofundamento da crise exige. Um bom complemento ao Crise e Oportunidade em Tempos de Mudança apresentado em 2010.
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Carlos Lopes*, julho de 2011

A palavra “pós” tornou-se num lugar-comum, sendo usada nas várias vertentes dos cenários da globalização, assinalando a ruína de conceitos ocidentais usados durante muito tempo para explicar e governar o mundo. Com a crise avassaladora que atingiu os países ricos(2) e o falhanço dos sistemas financeiros que regem a economia global, entramos numa nova era. Ela é caracterizada por mudanças não só conjunturais, mas também estruturais. È uma profunda transformação que afecta percepções e distribuição de poder. Será esta transformação o fim do chamado Consenso de Washington?
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O que significa o Consenso de Washington?

O termo Consenso de Washington tem origem num conjunto de regras básicas, identificadas pelo economista John Williamson em 1990, baseadas no pensamento político e opiniões que ele acreditava reunirem consenso amplo naquela época. O conjunto de medidas incluía: 1) disciplina fiscal; 2) redução dos gastos públicos; 3) reforma tributária; 4) determinação de juros pelo mercado; 5) câmbio dependente igualmente do mercado; 6) liberalização do comercio; 7) eliminação de restrições para o investimento estrangeiro direto 8) privatização das empresas estatais; 9) desregulamentação (afrouxamento das leis económicas e do trabalho); 10) respeito e acesso regulamentado à propriedade intelectual. A referência a “consenso” significou que esta lista foi baseada num conjunto de ideias partilhadas, na época, pelos círculos de poder de Washington, incluindo o Congresso e a Administração dos Estados Unidos da América (Tesouro e Federal Reserve Bank), por um lado, e instituições internacionais com sede em Washington, tais como o FMI e o Banco Mundial, por outro, apoiados por uma série de grupos de reflexão e economistas influentes. (mais…)

25 de setembro de 2011 at 21:28 Deixe um comentário

Crises e Oportunidades: uma agenda de mudanças estruturais (textos de apoio)

A brochura que pode ser acessada através do link abaixo apresenta os quatro artigos distribuidos no evento Crises e Oportunidades no Fórum Social Mundial Temático de Salvador, em janeiro de 2010. Amplanente discutido, apresenta rumos, numa visão já não apenas de um outro mundo possível, mas criticamente necessário, frente aos impasses planetários que se avolumam. A brochura apresenta o texto-referência da conferência Crises e Oportunidades em Tempos de Mudança, em português e em inglês, depois o texto de Susan George, também nas duas linguas, o texto de Ignacy Sachs (em inglês) centrado nas mudanças sócio-econômicas necessárias, o de Carlos Lopes (em inglês) sobre o redesenho do sistema de relações internacionais (Sul-Sul) e finalmente uma curta nota de Ladislau Dowbor sobre as particularidades do potencial Brasil. Lembremos que os textos estão em Creative Commons (CC) podendo portanto ser livremente distribuido mas sem fins comerciais. Chamamos particular atenção para a “Agenda” de 12 pontos apresentada no primeiro documento.

» Clique aqui para acessar a brochura (arquivo em formato .pdf, 64 páginas)

8 de fevereiro de 2010 at 11:35 2 comentários

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