Posts filed under ‘IPEA’

Gastos com a política social: alavanca para o crescimento com distribuição de renda (IPEA, Comunicado Nº 75) 

Crises e Oportunidades, fevereiro de 2011

O comunicado Nº75 do IPEA traz um excelente estudo sobre o impacto dos gastos com a política social no Brasil, vistos na perspectiva de dinamização do crescimento com distribuição de renda. O estudo tem tudo a ver com a nossa plataforma de discussão sobre a crise, ao estudar os efeitos multiplicadores (ou não) de diversos tipos de gastos públicos. Os dados comprovam a necessidade de se articular políticas sociais e econômicas, na linha por exemplo de A Hora da Igualdadade , da Cepal.

Organizado por Jorge Abrahão, Joana Mostafa e Pedro Herculano, este texto mostra os impactos diferenciados em diversos setores de cada aumento de 1% de gastos públicos. A educação é a que apresenta maior efeito multiplicador. Estamos assim evoluindo do conceito de “gasto social” para “investimento social”.

“O gasto do governo com o pagamento de benefícios e prestação de bens e serviços se converteu velozmente em consumo de alimentos, serviços e produtos industriais básicos que dinamizaram a produção, estimularam o emprego, multiplicaram a renda e reduziram a pobreza e a miséria extrema. Os benefícios sociais do sistema tiveram um papel estratégico como alavancadores da economia nacional, particularmente no momento da crise financeira internacional de 2008, quando o valor e o número de benefícios cresceram.”

Trata-se de um texto curto (16 páginas) que mostra em particular que investir no “andar de baixo” da economia tira o país da crise e melhora a qualidade de vida, além de permitir repor os gastos públicos pelo efeito multiplicador sobre os impostos. Já repassar dinheiro para banqueiros…

» Clique aqui para acessar o documento (arquivo em formato .pdf, fev. de 2011, 16 páginas)

21 de fevereiro de 2011 at 19:13 Deixe um comentário

Os desafios do Estado na construção do desenvolvimento (Marcio Pochmann) 

O trabalho de Marcio Pochmann está centrado não na descrição dos processos críticos, mas em como podem se articular as diversas políticas no novo quadro que se desenha. O eixo central está na refundação do Estado, no resgate dos instrumentos efetivos de governança democrática. Curto e denso, ajuda a ter uma visão de conjunto das alternativas.
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Marcio Pochmann*, dezembro de 2010

O sistema capitalista revela em suas crises periódicas momentos especiais de profunda reestruturação. São oportunidades históricas em que velhas formas de valorização do capital sinalizam esgotamentos, enquanto novas formas ainda não se apresentam plenamente maduras no centro dinâmico do mundo.

Nessas circunstâncias, nada mais apropriado para países periféricos do que considerar as possibilidades reais e efetivas de assumir algum grau de protagonismo, até então impossibilitado pela antiga divisão hierárquica do poder mundial. O Brasil, em especial, mostrou condições de aproveitar oportunidades históricas geradas durante momentos de profundas crises e de reestruturação capitalista mundial.

Na Grande Depressão capitalista ocorrida entre 1873 e 1896, houve a seqüência de um conjunto de reformas anteriormente reivindicadas. Destacam-se, por exemplo, a reforma eleitoral de 1881, que ampliou a representação nas províncias, a reforma trabalhista de 1888, que aboliu o trabalho escravo, a reforma política de 1889, que acompanhou a implantação da República, e a reforma jurídica estabelecida pela Constituição de 1891. (mais…)

18 de dezembro de 2010 at 18:22 Deixe um comentário

Crise: oportunidade para pensar um sistema mais justo (IPEA) 

Publicado na Revista Desafios do Desenvolvimento*, 30 de outubro de 2009

Uma crise do tamanho da iniciada em setembro do ano passado pode trazer muitas mudanças e oportunidades, inclusive o estabelecimento de novos modelos de desenvolvimento. Pensar esses modelos torna-se tarefa premente para os governos e a sociedade civil. Essa urgência permeou o seminário Crise como oportunidade, realizado em agosto na sede do Ipea em Brasília. Participaram como palestrantes Ladislau Dowbor, professor de economia e administração da PUC-SP, Paul Singer, titular da Secretaria Nacional de Economia Solidária, ligada ao Ministério do Trabalho, e Silvio Caccia Bava, coordenador-executivo do Instituto Pólis e editor do Le Monde Diplomatique Brasil.

Singer afirmou que a crise proporcionou uma “grande oportunidade”. “Todos os governos do mundo simplesmente jogaram fora os ensinamentos da ortodoxia neoliberal e tiraram Keynes da naftalina. Isso significa aumentar o gasto público e o crédito o máximo possível”, disse. Segundo o secretário, o Brasil passou de maneira mais fácil pela turbulência por ter quase metade de seu sistema bancário nas mãos do governo federal.

Singer afirmou que a crise proporcionou uma “grande oportunidade”. “Todos os governos do mundo simplesmente jogaram fora os ensinamentos da ortodoxia neoliberal e tiraram Keynes da naftalina. Isso significa aumentar o gasto público e o crédito o máximo possível”, disse. Segundo o secretário, o Brasil passou de maneira mais fácil pela turbulência por ter quase metade de seu sistema bancário nas mãos do governo federal.

Continue Reading 26 de novembro de 2009 at 15:32 Deixe um comentário

Crise internacional: balanço e possíveis desdobramentos (IPEA) 

O estudo do Ipea sobre a evolução da crise financeira, divulgado em novembro de 2009, dá a medida da insegurança em que estamos evoluindo. Diz bem Conceição Tavares que estamos navegando “de bolha em bolha”. A conclusão do estudo, coordenado por Milko Matijascic, dá bem a idéia do terreno movediço que são hoje as atividades financeiras.

“Diante de todo o conjunto de informações apresentado, é preciso atestar que pouco se sabe sobre os prováveis desdobramentos e muito dependerá das decisões políticas para a recomposição da ordem global por meio da transformação das instituições e do arcabouço jurídico-institucional. Em outras palavras, é preciso se acostumar com um horizonte de incertezas e tomar ciência das condições reinantes para enfrentar os desafios reais da retomada do desenvolvimento em bases efetivamente sustentáveis.” (p.18)

Ganhar fortunas sem enfrentar o trabalhoso ofício de produzir bens e serviços, continuará por enquanto, até a próxima crise, a render muito.

» Clique aqui para ler o documento (arquivo em formato .pdf, 18 páginas)

24 de novembro de 2009 at 14:43 Deixe um comentário

Estado, planejamento e políticas públicas: o Brasil em desenvolvimento (José Celso Cardoso Jr.)

“O excelente estudo de José Celso casa de maneira estreita com os objetivos desta rede de colaboração que constituimos no Crise e Oportunidade, no sentido de trazer visões propositivas. José Celso trabalha no Ipea, e traz a visão de uma instituição que pesquisa a realidade. E deste ponto de partida repensa o papel do Estado, e em particular do planejamento. O Estado, neste enfoque, volta a ser um ator chave do processos, e o planejamento, devidamente qualificado no sentido de ser participativo, articulador, prospectivo e propositivo, volta a ser o instrumento de articulação e de coerência do processo social. Estado e planejamento, por sua vez, são vistos na perspectiva de um conceito mais amplo do desenvolvimento. Artigo curto mas denso, ao mesmo tempo teórico e voltado para aplicações, pode servir para balizar as discussões que iremos ter em Fortaleza e mais adiante.” (Ladislau Dowbor)
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Por José Celso Cardoso Jr.*

Introdução: contextualizando o debate em curso no IPEA.[1]

Em tempos como os que estamos vivendo, de largo predomínio das idéias de uma mundialização sem fronteiras da economia (sobretudo a financeira) e de um crescente questionamento em relação à operatividade (em termos da efetividade e eficácia) dos sistemas democráticos de representação, torna-se crucial voltar a discutir o tema da natureza, alcances e limites do Estado, das Instituições e da Democracia no capitalismo brasileiro contemporâneo.

Este tema se torna particularmente relevante agora, uma vez passada a avalanche neoliberal das décadas de 1980 e 1990 e suas crenças em torno de uma concepção minimalista de Estado. Diante do malogro do projeto macroeconômico neoliberal (baixas e instáveis taxas de crescimento) e suas conseqüências negativas nos planos social e político (aumento das desigualdades e da pobreza, e o enfraquecimento dos mecanismos democráticos), evidencia-se já na primeira década do novo século uma certa mudança de opinião a respeito das novas atribuições dos Estados Nacionais.

O contexto atual de crescente insegurança internacional (terrorismos, fundamentalismos, guerras preventivas etc) e de grande incerteza econômica no sentido keynesiano forte, está fazendo com que se veja, nos círculos conservadores da mídia e da intelectualidade dominante, bem como nas agências supranacionais como FMI, BID, Banco Mundial, OMC etc, um discurso menos hostil às ações dos Estados Nacionais (…)

*José Celso é Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA.

Continue Reading 25 de agosto de 2009 at 23:04 Deixe um comentário

Transformações na indústria bancária brasileira e o cenário de crise (IPEA)

O IPEA lançou um excelente estudo sobre os bancos no Brasil, mostrando a extrema concentração em poucas mãos (20 bancos com 86,4% dos ativos), os juros praticados no mercado brasileiro (HSBC 6,60% ao ano no empréstimo pessoal na Inglaterra, e 63,42% no Brasil). Com estes juros, estão sólidos, “No entanto, ao considerar dados sobre a disponibilidade de crédito barato e de atendimento da população, o cenário se torna significativamente diferente”. Ou seja, se defendem bem. Quanto a defender a economia… Uma excelente leitura.

»  Clique aqui para ler o estudo (arquivo em formato PDF)

7 de abril de 2009 at 22:49 Deixe um comentário


Comissão convocadora

Amir Khair, Antonio Martins, Caio Magri, Caio Silveira, Carlos Lopes, Carlos Tibúrcio, Darlene Testa, Eduardo Suplicy, Ignacy Sachs, Juarez de Paula, Ladislau Dowbor, Luiz Gonzaga Beluzzo, Moacir Gadotti, Márcio Pochmann, Paul Singer, Roberto Smith.

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