Posts tagged ‘crise internacional’

Publisher’s Column: Public Banks Can Create 50 Wall Streets

Enquanto os gigantesco casino mundial continua, com cinco anos já de caos financeiro, gera-se uma crescente tendência para se repensar o sistema financeiro de modo geral. Conforme apresentamos no estudo A Crise Financeira sem Mistérios, há propostas para mudanças pontuais, destinadas a corrigir o sistema, como o Dodd-Frank Act do Obama, atualmente em fase de diluição pelos Republicanos, e propostas mais amplas, de mudança do sistema. O presente texto busca as alternativas mais profundas. Vale a pena acompanhar (L. Dowbor)

» Acesse o artigo na íntegra

21 de novembro de 2012 at 10:18 Deixe um comentário

Banking union is the key next step for eurozone integration

José Manuel Barroso pōe o dedo na ferida de como funciona a engrenagem da crise e aponta rumos na União Europeia: “The crisis has starkly revealed the insufficiencies of existing banking supervision. We must go beyond co-operation and establish an EU-wide supervisory authority, particularly in the eurozone. The link between sovereign debt and bank debt has to be broken once and for all. We must end the vicious circle whereby the use of taxpayers’ funds – more than €4.5tn (£3.5bn) so far – to rescue banks weakens governments’ budgets, while increasingly risk-averse banks stop lending to businesses that need funds, undermining the economy further.” O volume de recursos de impostos transferidos para bancos privados é espantoso, 5,5 trilhoes de dólares. A quebra dos orcamentos públicos é com isto inevitável, o que por sua vez rompe o pacto social do Estado de bemestar. Por sua vez os bancos utilizam estes fundos para especular sobre os juros da divida dos paises mais afetados, em vez de reinvestir nas atividades produtivas, “afundando a economia mais ainda”. Veja o pronunciamento de Barroso (e as propostas) no link abaixo. Note-se (outro artigo do Guardian) que o vice-primeiro Ministro da Inglaterra propós um imposto especial sobre as grandes fortunas no país, com o argumento que é justiça os mais ricos participarem do esforco de reconstruir equilibrios. As reacōes dos conservadores são histéricas. (L. Dowbor)

http://www.guardian.co.uk/business/economics-blog/2012/aug/30/eurozone-integration-banking-union

 

31 de agosto de 2012 at 10:32 Deixe um comentário

Crescimento econômico e desigualdade – as novidades pós Consenso de Washington (Carlos Lopes) 

O estudo de Carlos Lopes apresenta uma rápida visão de conjunto das mudanças em curso, e dos desafios, com particular ênfase na realidade africana, mas também nas mudanças nos conceitos econômicos que o aprofundamento da crise exige. Um bom complemento ao Crise e Oportunidade em Tempos de Mudança apresentado em 2010.
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Carlos Lopes*, julho de 2011

A palavra “pós” tornou-se num lugar-comum, sendo usada nas várias vertentes dos cenários da globalização, assinalando a ruína de conceitos ocidentais usados durante muito tempo para explicar e governar o mundo. Com a crise avassaladora que atingiu os países ricos(2) e o falhanço dos sistemas financeiros que regem a economia global, entramos numa nova era. Ela é caracterizada por mudanças não só conjunturais, mas também estruturais. È uma profunda transformação que afecta percepções e distribuição de poder. Será esta transformação o fim do chamado Consenso de Washington?
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O que significa o Consenso de Washington?

O termo Consenso de Washington tem origem num conjunto de regras básicas, identificadas pelo economista John Williamson em 1990, baseadas no pensamento político e opiniões que ele acreditava reunirem consenso amplo naquela época. O conjunto de medidas incluía: 1) disciplina fiscal; 2) redução dos gastos públicos; 3) reforma tributária; 4) determinação de juros pelo mercado; 5) câmbio dependente igualmente do mercado; 6) liberalização do comercio; 7) eliminação de restrições para o investimento estrangeiro direto 8) privatização das empresas estatais; 9) desregulamentação (afrouxamento das leis económicas e do trabalho); 10) respeito e acesso regulamentado à propriedade intelectual. A referência a “consenso” significou que esta lista foi baseada num conjunto de ideias partilhadas, na época, pelos círculos de poder de Washington, incluindo o Congresso e a Administração dos Estados Unidos da América (Tesouro e Federal Reserve Bank), por um lado, e instituições internacionais com sede em Washington, tais como o FMI e o Banco Mundial, por outro, apoiados por uma série de grupos de reflexão e economistas influentes. (mais…)

25 de setembro de 2011 at 21:28 Deixe um comentário

Crise avança mais rápida e forte e favorece avanço de novo sistema (Amir Khair) 

O aprofundamento gradual da crise lembra a frase clássica em inglês, “slow-motion catastrophe”. É uma máquina descontrolada que vai gerando um aprofundamento das desigualdades, impasses críticos na área ambiental, e um caos no próprio funcionamento do sistema. Na fase I da crise, de transferência de recursos públicos para o sistema especulativo mundial, houve colaboração internacional dos países, e era compreensível pois eram todos movidos pelas mesmas pressões. Nesta segunda fase, de repasse dos buracos nos orçamentos públicos para as populaçãoes e os países mais fracos, a busca é de cada um se proteger. Não aparece no horizonte qualquer capacidade de regulação internacional. O Brasil, na visão de Amir Khair, tem de reforçar o mercado interno, o que gera maior resiliência frente ao sistema mundial, e reduzir o peso do sistema especulativo financeiro que se apoia na Selic elevada e nos juros extorsivos do sistema bancário comercial.
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Amir Khair, 19 de julho de 2011

O sistema capitalista sofre seu mais duro golpe, ao evidenciar que é inviável por ser incapaz de controlar os fluxos financeiros que caminham com vida própria, independente da produção de bens e serviços da chamada economia real.

Ao invés de se apoiar no atendimento das necessidades de acesso da maior parte da população mundial especialmente das marginalizadas dos países ditos em desenvolvimento aos bens e serviços, endereçou sua expansão artificializando o excesso de consumo da população dos países do centro do capitalismo, (Estados Unidos, Europa e Japão). Essa artificialização se manifestou via empréstimos sem controle, ampliando volumes crescentes de títulos podres, que se espalharam como um câncer em expansão exponencial sem possibilidade de ser contido.

Partiu do princípio que esse sistema se auto-regularia, o que ficou evidenciado ser impossível. Está sendo duramente vitimado pela sua própria contradição interna, qual seja, ser incapaz de se desenvolver distribuindo os benefícios criados pelos trabalhadores e, pelo descontrole dos fluxos financeiros internacionais em busca desenfreada de lucros nas movimentações, que ultrapassam em volume centenas de vezes a movimentação de mercadorias. (mais…)

28 de julho de 2011 at 15:04 Deixe um comentário

Grecia arde y la democracia europea se pone de rodillas (Bruno Lima Rocha e Fábio López López) 

Estamos avançando na segunda fase da crise. Aqui no Brasil não sentimos tanto, mas no conjunto, entre a dívida astronômica dos Estados Unidos, e o dominó da Europa, a economia mundial sente impactos cada vez mais profundos. Artigos recentes de Amartya Sen, de Joseph Stiglitz e de Paul Krugman apontam claramente os desdobramentos: crise gerada pelo sistema especulativo financeiro mundial, transformada em crise por déficit público (de algum lugar teve de sair o dinheiro para os bancos), por sua vez transformado em crise social e política (alguém tem de pagar o déficil público), e neste caso quem tem de apertar o cinto não são os donos das fantásticas fortunas geradas pelos mecanismos financeiros (40% dos lucros corporativos nos Estados Unidos – The Economist), e sim de preferência os países mais frágeis. Estes aderiram ao euro pensando aderir ao mundo rico, mas hoje se vêm travados por não poder ter política monetária própria. Os euros, que – dizem – vão para a Grécia (e outros), nunca chegam à Grécia, são simplesmente transferidos para os seus credores, os mesmos que geraram a crise. O círculo se fecha, mas a crise se aprofunda.
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Bruno Lima Rocha e Fábio López López, julho de 2011

El 29 de junio de 2011 se produce una amarga derrota para la idea de democracia europea en general y, particularmente, deja a Grecia de rodillas frente al Fondo Monetario Internacional (FMI), quien está operando como cabeza de puente de los agentes del sistema financiero para comprometer a la banca oficial en la Europa unificada. A pesar de que en la cultura política griega hay un alto nivel de violencia y conflicto, lo que se vio ultrapasa unos simples enfrentamientos con manifestantes revueltos. Lo espantoso y calamitoso es un gobierno de centro-izquierda (del PASOK) electo (uno más de entre tantos) para frenar la “crisis”, que termina sirviendo como ariete de los financistas contra los derechos de las mayorías, significando para sus electores algo dramático, una puñalada por la espalda, una traición profunda. Grecia, España y Portugal despiertan asustadas del sueño de prosperidad europeo, sostenido por el Euro, Alemania y Francia y retornan al sur del mundo, de donde en teoría habrían salido hace más de treinta años.

En el Viejo Mundo, la llamada crisis de las subprimes, o como dicen los manifestantes del 15-M español, “la estafa con nombre de crisis”, retoma el concepto del “Sur de Europa”, o Semiperiferia. Hay algo en común entre España, Portugal y Grecia, además de haber sido los últimos países europeos en realizar la transición a la democracia representativa y haber recibido enormes fondos de la Unión Europea. Estos tres Estados perdieron cualquier capacidad de decisión soberana sobre sus propios recursos y destinos, condicionando así las aspiraciones de sus mayorías democráticamente ejercidas a un juego de “haz de cuenta que”. Gobierno que entra o gobierno que sale, y a partir de los convenios y paquetes firmados con el FMI, dejan un mínimo margen de maniobra a los nuevos ejecutivos y bloques parlamentarios de sustentación. (mais…)

19 de julho de 2011 at 21:45 Deixe um comentário

Manifesto de economistas defende controle de capital (Carta Maior)

Por Carta Maior, fevereiro de 2011

Um grupo de economistas dos Estados Unidos e de outros países enviaram um manifesto à secretária de Estado, Hillary Clinton, ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e ao embaixador Ron Kirk, do Escritório de Comércio dos EUA, defendendo a adoção de mecanismos de controle de capitais especulativos como instrumento para enfrentar a crise financeira global.

» Veja matéria completa no site do Mercado Ético.

8 de fevereiro de 2011 at 15:28 Deixe um comentário

Why the IMF and the international monetary system nedd more than cosmetic reform (Yilmaz Akyüz) 

Crises e Oportunidades, novembro de 2010

Apresentamos aqui o texto importante de Yilmaz Akyuz, do South Center, sobre o sistema internacional de regulação financeira. O FMI tem formalmente o papel de assegurar “o bem estar público global da estabilidade financeira”. Não se pode dizer que esteja à altura. Entre outros porque nos tempos de “boom” especulativo os especuladores não precisam do FMI e este não tem poder de intervenção. E nos tempos de crise, segundo Akyuz, “a dívida privada é jogada em cima do setor público”. Depois busca-se os remédios. Esta visão da necessidade de um sistema preventivo global envolve evidentemente muito mais do que mudanças cosméticas na regulação financeira global, e é este desenho que o autor empreende. Agradecemos a Carlos Lopes por este envio.

» Clique aqui para acessar o documento em inglês (arquivo em formato .pdf, nov. de 2010, 45 páginas)

16 de novembro de 2010 at 13:27 Deixe um comentário

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Amir Khair, Antonio Martins, Caio Magri, Caio Silveira, Carlos Lopes, Carlos Tibúrcio, Darlene Testa, Eduardo Suplicy, Ignacy Sachs, Juarez de Paula, Ladislau Dowbor, Luiz Gonzaga Beluzzo, Moacir Gadotti, Márcio Pochmann, Paul Singer, Roberto Smith.

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